Avançar para o conteúdo principal

B-Fachada no Inovaluso


B Fachada continua a não ser só para meninos. O português transforma-se num exercício para adultos e crianças. Um exercício e uma busca pela música, pelas palavras, pelo estilo, para conferir no Inovaluso desta semana . 
Por Júlia Rocha


Nascido em 1984, em Cascais, editou o primeiro EP em 2007, “Até Toboso”, através da Merzbau, uma netlabel. Em 2008 sai o segundo e terceiro EP’s: “”Mini CD” e “Sings the Lusitanian Blues”. Finalmente, em Maio do ano seguinte sai o primeiro álbum: “Um Fim-de-Semana no Pónei Dourado”, com a editora FlorCraveira. Em Dezembro de 2009 sai “B Fachada”,  bem recebido  pela crítica.

A poesia portuguesa é um traço belíssimo e extraordinário na música de B Fachada. Relatos, estilismos, a riqueza das viagens preenchem os trabalhos do cantautor. Em 2010, depois de mais um EP, sai o álbum “B Fachada É P’ra Meninos”, que tornou-se no registo mais reconhecido a nível nacional e o mais aclamado. B Fachada conseguiu assim alcançar um patamar de sucesso. 

Neste álbum encontramos devaneios infantis, acerca da responsabilidade, bem construídos e cativantes. Ao ouvirmos o álbum temos uma epifania de recordações, risos e cores. O talento do cantautor, ao juntar as palavras e formar este poemas é inegável. 

O álbum contém também colaborações de Francisca Cortesão e Sérgio Godinho. A B Fachada não lhe chega a mediocridade. Como disse à Blitz, já chega de dizer que “para português, não está mau”. O músico destaca que e necessário melhorar a indústria musical portuguesa, nos meios técnics e humanos. Não é o seu objectivo trabalhar para uma cultura pobre e sem grande futuro… A ambição, é segundo B Fachada dá a entender, a chave do sucesso.

O autor tem actuado em diversas salas e festivais como no Super Bock Stock, e no Festival para Gente Sentada em 2011.



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sitiados no Luso Vintage

Link da imagem


Sob a égide de João Aguardela, um talento musical falecido em 2009, nasceu nos finais dos anos 80 uma banda que trouxe para o panorama do rock português a música tradicional. Os Sitiados marcaram (e ainda conquistam) gerações, com novos sons e sobretudo, muito talento e atitude.



Por Gabriela Chagas


O tema “Esta vida de marinheiro” (vendeu mais de 40 mil cópias) é um dos exemplos desse novo som da década. Desapareceram em 2000 , mas deixaram-nos a sua herança. Sitiados, a banda hoje em destaque no Lusovintage do Som à Letra foi beber à tendência sonora dos irlandeses The Pogues.


José Resende (Guitarra), João Aguardela (Voz) e Mário Miranda (Baixo), todos eles ex-Meteoros, juntaram-se assim ao baterista Fernando Fonseca.

À semelhança de outras bandas emblemáticas dos anos 80, os Sitiados também marcaram presença no Rock Rendez Vous. Dinamizados por João Aguardela, concorrem ao 5º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vouz e ficam em 2º lugar, atrás da banda do seu primo Ar…

Foto da Semana

Iggy Pop Foto:Annie Leibovitz

Cesário Verde

 Link da imagem
Poeta pintor, poeta repórter

Cesário Verde é um poeta do século XIX que se enquadra na estética realista, ainda que nas suas produções poéticas esteja presente a influência de outras correntes como o Parnasianismo, o Impressionismo e o Surrealismo. Para o autor, o mundo externo conta de modo pimacial , e é através da "descrição" deste mundo (mutável e miscelâneo) que lhe podemos conferir a designação do poeta repórter e poeta pintor.

Por Irene Leite 


Recorrendo ao poema ,  "Num Bairro Moderno" , podemos confirmar esse gosto pela descrição: "Dez horas da manhã; uma casa apalaçada ; pelos jardins estancam-se as nascentes". Ao descrever e relatar esta paisagem , o autor recorre à técnica cinematográfica do corte e da montagem de acontecimentos justapostos, ressaltando-se o seu carácter deambulatório , o que nos leva à conclusão de que Cesário Verde é um poeta repórter. 


No entanto, a sua poesia caracteriza-se também pela existência de uma …