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James Blake em Modo Pop



James Blake é um jovem compositor inglês de música electrónica, filho do guitarrista James Litherland (ex- Colosseum, Mogul Thrash ou Bandit).  E como filho de peixe sabe nadar, Blake não foge à regra e já é um dos nomes de 2011 a memorizar, hoje em modo pop.

Por Paula Cavaco


Blake começou a sua carreira musical com o lançamento de "Air & Lack Thereof", em 2009, com o “selo” da editora Hemlock Recordings, o qual teve uma ampla divulgação por ter “caído nas graças” do Dj Gilles Peterson, da BBC, que o convidou para fazer um “remix” no seu concerto internacional, incluindo uma faixa exclusiva da banda inglesa Kimbie Monte.


Em 2010 seria lançado um trio de EP’s: “The Bells Sketch”, “CMYK” e “Klavierwerke” que distinguiu Blake dos seus pares na música electrónica inglesa de inspiração no “dubstep” (um género de musica electrónica surgido no Sul de Londres, no início da década de 2000, centrada em torno do Baixo, baseando-se em muitas influências musicais que vão desde o “Dub”, “Reggae”, “d'n'b”, “Jungle”, “UK Garage”, “Grime”, “Techno” e “IDM”).  Ao mesmo tempo que surgia também com uma “cover” de “Limit to Your Love”, original da canadiana Leslie Feist, lançado enquanto “single”. O trabalho foi de tal forma aclamado pela crítica, que transformou Blake numa das esperanças para 2011, ao ser nomeado para figurar no “BBC’s Sound of 2011” (uma espécie de “Top 10” anual de novos talentos, escolhidos por um grupo de críticos e figuras do cenário musical). 

Com efeito , em Janeiro deste ano, quando os “10 melhores” foram anunciados, Blake figurava na segunda posição da “lista”, atrás de Jessie J (primeira classificada) e à frente de bandas como os “The Vaccines”, Jamie Woon ou Clare Maguire (terceiros, quarto e quinta classificados, respectivamente). Ainda durante esse mês, Blake vio o seu “CMYK” distinguido como “Single Of The Year”(2010) (Melhor Single do Ano) pela Gilles Peterson's Worldwide Awards.


E neste clima de euforia é  lançado, no início de Fevereiro de 2011, o seu primeiro trabalho de longa-duração, intitulado “James Blake”. Composto, produzido e gravado inteiramente por Blake, o álbum apresenta-se tal e qual foi feito no seu quarto, porque recusou as sugestões das editoras que o pretendiam regravar com um produtor.


A faixa “Wilhelm Scream” é o “single” de apresentação deste novo trabalho.

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