Avançar para o conteúdo principal

Pedro e os Apóstolos no Luso Vintage


O gosto pela música é universal, “Mesmo para quem não é Crente”, como diria Pedro e os Apóstolos, uma banda nascida em 1992 e que hoje tem o seu momento na rubrica Luso vintage do Som à Letra.

Por Gabriela Chagas

Pedro de Freitas Branco, um cantor, compositor e escritor português ,que a par deste projecto ficou também conhecido por ter sido co-autor de uma colecção de aventuras juvenis, "Os Super 4", é o Pedro da história.

 

Reza a história que tudo começou numa tarde de Fevereiro de 1992,numas águas furtadas de Lisboa.

O apóstolo Gustavo pegou nas congas, o apóstolo Soares ligou o baixo a um pequeno amplificador de guitarra, e o apóstolo Pedro agarrou na guitarra acústica. Não pararam mais nos quatro anos seguintes.

Em 92 produziram eles próprios um concerto de apresentação aos jornalistas e editoras discográficas em Lisboa que despertou o interesse das rádios , que acreditaram no grupo. Em Julho de 1996 gravaram o seu primeiro disco, “Mesmo para quem não é Crente”, um trabalho que marcou o inicio da carreira.

 

Alguns dos temas daquele disco ainda hoje são presença obrigatória em muitas rádios , e na verdade muitos dos seus temas são incontornáveis mais não seja para profundidade do que dizem. A música e as palavras espelham a alma de quem as cria e deixa-nos os seus sentimentos, sempre, sempre tão actuais



A “Mesmo para quem não é Crente” seguiu-se “Momentos”. Muitos deles provavelmente intensos. Decifrando vontades e segredos de muitas idades como tão bem o cantam neste tema com palavras doces, embaladas por uma musicalidade suave.




Muitos momentos terão partilhado em conjunto, mas com toda a certeza muitos terão dado a partilhar em cada um de nós.

Luz trémula, é outro exemplo da arte de Pedro e Os Apóstolos que toca cá dentro mesmo quando se diz que não se gosta da música.

 
Nunca deixei de acreditar
que amanhã é outro dia
que há muita coisa a começar
que a vida nunca está perdida



É verdade, a vida nunca está perdida, há sempre algo para acreditar, há sempre uma Luz ao fundo e é preciso sonhar. Mesmo nos tempos que correm. Difíceis.




PEDRO E OS APÓSTOLOS:

Pedro Freitas Branco - Voz , guitarras e harmónica

Pedro Soares - Baixo e Voz

João Soares - Bateria

Nuno - Guitarra


 
MÚSICAS: Faz Figas, Nem Contigo nem Sozinho, Momentos, Luz Trémula,

Mesmo Para quem não é Crente, No meu Céu.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Foto da Semana

Iggy Pop Foto:Annie Leibovitz

Sitiados no Luso Vintage

Link da imagem


Sob a égide de João Aguardela, um talento musical falecido em 2009, nasceu nos finais dos anos 80 uma banda que trouxe para o panorama do rock português a música tradicional. Os Sitiados marcaram (e ainda conquistam) gerações, com novos sons e sobretudo, muito talento e atitude.



Por Gabriela Chagas


O tema “Esta vida de marinheiro” (vendeu mais de 40 mil cópias) é um dos exemplos desse novo som da década. Desapareceram em 2000 , mas deixaram-nos a sua herança. Sitiados, a banda hoje em destaque no Lusovintage do Som à Letra foi beber à tendência sonora dos irlandeses The Pogues.


José Resende (Guitarra), João Aguardela (Voz) e Mário Miranda (Baixo), todos eles ex-Meteoros, juntaram-se assim ao baterista Fernando Fonseca.

À semelhança de outras bandas emblemáticas dos anos 80, os Sitiados também marcaram presença no Rock Rendez Vous. Dinamizados por João Aguardela, concorrem ao 5º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vouz e ficam em 2º lugar, atrás da banda do seu primo Ar…

Cesário Verde

 Link da imagem
Poeta pintor, poeta repórter

Cesário Verde é um poeta do século XIX que se enquadra na estética realista, ainda que nas suas produções poéticas esteja presente a influência de outras correntes como o Parnasianismo, o Impressionismo e o Surrealismo. Para o autor, o mundo externo conta de modo pimacial , e é através da "descrição" deste mundo (mutável e miscelâneo) que lhe podemos conferir a designação do poeta repórter e poeta pintor.

Por Irene Leite 


Recorrendo ao poema ,  "Num Bairro Moderno" , podemos confirmar esse gosto pela descrição: "Dez horas da manhã; uma casa apalaçada ; pelos jardins estancam-se as nascentes". Ao descrever e relatar esta paisagem , o autor recorre à técnica cinematográfica do corte e da montagem de acontecimentos justapostos, ressaltando-se o seu carácter deambulatório , o que nos leva à conclusão de que Cesário Verde é um poeta repórter. 


No entanto, a sua poesia caracteriza-se também pela existência de uma …