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Cine à Letra



Mesmo agora que o verão já começa a ocupar a cabeça de todos nós, as salas de cinema portuguesas ainda evidenciam uma diversidade de filmes para os mais variados gostos e que vale a pena serem vistos. Após termos gozado boas viagens com A Ressaca Parte II, Get Low – A Lenda de Felix Bush com Bill Murray e Robert Duvall ou Trust com Clive Owen e Catherine Keener vejamos o que a sétima arte nos reserva para as próximas semanas.

Por Miguel Ribeiro 

Esta começa por ser a altura em que os grandes blockbusters surgem para aproveitar as pessoas que querem fazer um serão de puro entretenimento.  Assim começamos por esses filmes. 

O panda animado que tanto incentivou e inundou há uns anos a imaginação de crianças e adultos volta agora à carga no último filme da Dreamworks, Panda do Kung-Fu 2, onde vemos Po junto com os Os Cinco Sensacionais  a enfrentarem um vilão que ameaça conquistar a China e destruir o Kung-Fu. 




De volta no final do mês está Transformers 3 de Michael Bay ainda com Shia LaBeouf e contando com outros grandes actores como Hugo Weaving e John Malkovich, também agora a aproveitar a vaga de filmes em 3D. Para acabar esta alusão ao cinema de entretenimento temos X-Men: O Início que promete dar umas luzes sobre a fundação desta equipa das famosas comics criadas por Stan Lee e que conta com excelentes nomes como James McAvoy no papel de Charles Xavier e Michael Fassbender como Magneto.
 
No mundo das comédias românticas, este mês evidencia-se o regresso de Mel Gibson em O Castor, que conta também com Jodie Foster, Um Sonho de Rapariga, que tem sido chamado o novo Bridget Jones, ambos filmes que estreiam na próxima semana.
 

Vindos da europa temos Hadewijch, um filme francês sobre Céline, uma jovem católica que trava amizade com um jovem muçulmano, que como ela , acredita que o mundo se está a afastar de Deus encetando depois uma viagem pelo médio oriente . 

 
Mas há mais, e provindo da Polónia, um filme que conta com a interpretação de Vincent Gallo de nome Essential Killing – Matar para Viver, uma estória de acção sobre Mohammed, capturado pelos militares norte-americanos no Afeganistão e que após um acidente de viacção onde se viu livre, começa a fugir enquanto é perseguido por uma força militar desconhecida. Um filme que conheceu boas críticas na imprensa internacional e que vale a pena estar atento.


No cinema português temos três obras que valem a pena destacar, um documentário com o título Quem vai à Guerra, um filme de Marta Pessoa sobre as mulheres que ficaram à espera dos que foram à guerra colonial e que também estiveram na linha da frente a tratar os feridos, uma abordagem nova no cinema português e que merece o destaque. Na ficção portuguesa temos dois dramas a reparar e que ambos tratam de temas como a imigração, a vida difícil daqueles que vivem à margem da lei e a qualidade de vida em condições quase desumanas : América que conta com a última interpretação de Raul Solnado e Viagem a Portugal com Isabel Ruth no papel de uma médica ucraniana detida no aeroporto de Faro.

 
Para acabar, reparo que há uma obra de inquestionável valor que merece ser vista nos cinemas portugueses: A Árvore da Vida de Terrence Mallick. Um filme que não só ganhou a Palma de Ouro em Cannes, mas que cativa a reflexão sobre o sentido da vida e nos deixa a pensar. Certamente, algo diferente do que se tem visto a aparecer na cena norte-americana e que irá pôr as pessoas em discussão durante muito tempo. Definitivamente a não perder.

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