Avançar para o conteúdo principal

Trabalhadores do Comércio no Luso Vintage

Link da imagem

Ninguém diria que deram os primeiros passos nos anos 80. O que cantam aplica-se que nem uma luva aos tempos modernos.  Trabalhadores do Comércio rima com ironia, boa disposição ,  argúcia e claro…música! 

Por Gabriela Chagas

Trinta anos depois de dar os primeiros passos, o grupo em destaque no Luso Vintage do Som à  Letra, mostra que o passado é ainda presente e que temas como “Chamem a Polícia” poderiam muito bem ter sido escritos nos dias de hoje. A crise afinal é a mesma. 

Eram dez para uma no restaurante
Almoçava alarvemente
A meio do café um garçon pedante
Chegou-se e pôs-ma conta frente
Atão bebi o brande todo dum trago,
Berrei pró homem num pago, num pago;
O gaijo bronco chamou o gerente,
Saltei pa trás, saquei, saiu o pente...
Pra num andar cadeiras pru are,
Atão pus-ma gritar:
Chamem a policia, chamem a policia,
Chamem a policia Chamem a policia, queu num pago. 

Os Trabalhadores do Comércio são uma banda portuguesa formada na década de 80 por Sérgio Castro (guitarra e voz) e Álvaro Azevedo (bateria e voz). Juntos começam em 1979 a alinhavar as bases do grupo. 

Um sotaque do norte inconfundível e uma grafia discográfica que não engana as origens.
Alcançaram grande sucesso com temas como Chamem a Polícia, A Cançom Que o Abô Minsinou, A Chabala do Meu Curaçom, Apunhalaste a Minha Mãe, Molhareita Fartura na Tua Tassa Quente ou Taquetinho Ou Lebas Nu Fucinhu.



Em 1986 participaram no Festival RTP da Canção com o tema Tigres de Bengala, que se classificou em primeiro lugar exequo.

Pelo grupo passam outros nomes, outras vozes, outros sons: Diana Basto (que saltou para o estrelato através do seu trabalho com Pedro Abrunhosa), Jorge Filipe Santos (piano), João Médicis (guitarra e voz), Pony (Guitarra), Marta Ren (voz), Daniela Costa (voz) e Miguel Cerqueira (Baixo). 

Em 2010 presentearam os nossos ouvidos com um EP promocional,  com uma sonoridade mais limpa. O novo álbum está ainda em espera, mas os espectáculos ao vivo são uma realidade. Os palcos continuam a ser deles. 

Em breve estarão em Lisboa, no auditório Malaposta, 09 de Junho às 21.30.

Para recordar: 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Roquivários no Luso Vintage

Link da imagem O início da década de 80 ficou marcado pelo aparecimento de diversas bandas rock no panorama nacional. A causa foi o estrondoso sucesso do álbum de estreia de Rui Veloso “Ar de Rock” que abriu caminho para novas bandas emergirem. Umas singraram na cena musical, até aos dias de hoje, caso é dos Xutos & Pontapés, UHF ou GNR, enquanto outras ficaram pelo caminho, após algum sucesso inicial. Destas destacam-se os Roquivários que encontraram no tema “Cristina” o seu maior êxito junto do público.    Por Carmen Gonçalves A banda formou-se em 1981 no seguimento do “boom” da cena rock, sob o nome original de “Rock e Varius”. Esta designação pretendia reflectir as influências musicais que passavam por vários estilos, não se cingindo apenas ao rock puro e duro. A música pop, o reggae e o ska eram variantes fáceis de detectar no seu som, e que marcaram o disco de estreia , “Pronto a Curtir”, editado em 1981.   Apesar de a crítica ter sido dura c...

Patrick Wolf em Modo Pop

 Link da imagem O primeiro Modo Pop do mês leva-o a um universo de excentricidades e manias que só um conhecido senhor na onda electrónica podia praticar. Convosco Patrick Wolf.    Por Ana Luísa Silva Menino mauzão, irreverente e deveras surpreendente. É assim que o conhecemos e é assim que ele se deu a conhecer na cena musical. Mas as pessoas vão amadurecendo, mudando e Wolf está a crescer. O adolescente mais colorido da onda indie começou por lançar dois álbuns que de certo modo não passaram de pouco atraentes ( Lycanthropy em 2003 e Wind in the Wires em 2005), juntando delicados toques de piano e cordas à electrónica mais grotesca. Os dois álbuns foram carismáticos e muito “Patrick-Wolf-adolescente”, mas não chegaram para elevar o artista ao estrelato que ele pretendia.  E é com The Magic Position que Wolf consegue sacudir as nuvens negras e manhosas que se instalaram sob a sua carreira com os álbuns anteriores, redefi...

The Feelies em Modo Classic Rock

Link da imagem Um tema original dos Rolling Stones editado em 1966. A letra triste e revoltada, o compasso forte, a voz de Mick Jagger e a guitarra de Richards ficam no ouvido de todos e, umavez que se oiça, é impossível esquecer Paint it Black… Agora em análise no Modo Classic Rock  desta semana, com especial atenção para a versão dos The Feelies: para conhecer ou relembrar. Por Maria Coutinho Depois de ser o primeiro nº 1 de tabelas de vendas onde um dos instrumentos de destaque é a cítara (tocada por Brian Jones), o hino de revolta de Jaegger/Richards ganhou uma nova batida indie/punk pela mão dos The Feelies, a banda de New Jersey que deu cartas na cena alternativa de Nova Iorque desde o final dos anos 70 a 1992. A história da banda é tudo, menos linear: teve de várias formações, diferentes editoras, períodos de actividade e repouso, fracos resultados de vendas, mas muita notoriedade na cena musical alternativa americana. Os The Feelies chegaram a ser conhe...