Avançar para o conteúdo principal

UHF no Luso Vintage

No luso Vintage desta semana os convidados são os UHF , uma das  bandas mais icónicas do rock dos anos 80. “Menina estás à janela” é o tema que lança o desafio para uma visita ao percurso de António Manuel Ribeiro e companhia. Prontos?
Por Júlia Rocha

Numa altura em que a maior parte dos jovens músicos preferiam cantar em inglês, os UHF sempre apostaram na música e no rock cantado em língua de Camões. Trata-se de uma das grandes bandas do boom do rock português nos anos 80 , com data de nascimento em 1978. Em Almada, Américo Manuel, Carlos Peres, Renato Gomes e António Manuel Ribeiro formavam o primeiro alinhamento do grupo. 

O primeiro concerto realizou-se em 1978 e o primeiro EP foi lançado em 1979. Desde então a sua carreira não tem parado e está recheada de grandes sucessos. Mas foi em 1993 que os autores de Cavalos de Corrida lançaram o álbum Santa Loucura. Nesta altura os UHF eram constituídos por António Manuel Ribeiro, Rui dias, Renato Júnior, Fernando Delaere e Fernando Pinto. Sem dúvida que, parte do carisma dos UHF, está no vocalista António Manuel Ribeiro. 

Neste álbum estava Menina Estás à Janela, uma letra adaptada de uma música tradicional portuguesa. Talvez o grande sucesso da banda e que toda a gente sabe de cor e salteado (um concerto dos UHF não é um concerto sem se ouvir este tema). É o delírio dos espectácukos do grupo e pede uma atitude rockeira correspondente. 

Recentemente numa entrevista António Manuel Ribeiro afirmou como fica impressionado com a variedade de pessoas que aparecem nos concertos. Desde os 8 aos 80, com pleno conhecimento das letras.

Contudo, os UHF tiveram uma exposição mediática mais irregular, comparando com os colegas Xutos e Pontapés e GNR. O vocalista justifica esta situação com a palavra independência. Segundo António Manuel Ribeiro, foi o preço a pagar pela independência e liberdade do grupo. 

 “Passo a passo, vamos fazendo aquilo que queremos. Nós gostamos e precisamos das editoras - se bem que hoje temos a nossa e trabalhamos mais com distribuidoras -, mas nunca abdicamos da escolha do rumo. Pagamos com a nossa independência alguma exposição menor”, explicou o vocalista ao site IOL Música.

Para recordar: 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Roquivários no Luso Vintage

Link da imagem O início da década de 80 ficou marcado pelo aparecimento de diversas bandas rock no panorama nacional. A causa foi o estrondoso sucesso do álbum de estreia de Rui Veloso “Ar de Rock” que abriu caminho para novas bandas emergirem. Umas singraram na cena musical, até aos dias de hoje, caso é dos Xutos & Pontapés, UHF ou GNR, enquanto outras ficaram pelo caminho, após algum sucesso inicial. Destas destacam-se os Roquivários que encontraram no tema “Cristina” o seu maior êxito junto do público.    Por Carmen Gonçalves A banda formou-se em 1981 no seguimento do “boom” da cena rock, sob o nome original de “Rock e Varius”. Esta designação pretendia reflectir as influências musicais que passavam por vários estilos, não se cingindo apenas ao rock puro e duro. A música pop, o reggae e o ska eram variantes fáceis de detectar no seu som, e que marcaram o disco de estreia , “Pronto a Curtir”, editado em 1981.   Apesar de a crítica ter sido dura c...

Patrick Wolf em Modo Pop

 Link da imagem O primeiro Modo Pop do mês leva-o a um universo de excentricidades e manias que só um conhecido senhor na onda electrónica podia praticar. Convosco Patrick Wolf.    Por Ana Luísa Silva Menino mauzão, irreverente e deveras surpreendente. É assim que o conhecemos e é assim que ele se deu a conhecer na cena musical. Mas as pessoas vão amadurecendo, mudando e Wolf está a crescer. O adolescente mais colorido da onda indie começou por lançar dois álbuns que de certo modo não passaram de pouco atraentes ( Lycanthropy em 2003 e Wind in the Wires em 2005), juntando delicados toques de piano e cordas à electrónica mais grotesca. Os dois álbuns foram carismáticos e muito “Patrick-Wolf-adolescente”, mas não chegaram para elevar o artista ao estrelato que ele pretendia.  E é com The Magic Position que Wolf consegue sacudir as nuvens negras e manhosas que se instalaram sob a sua carreira com os álbuns anteriores, redefi...

The Feelies em Modo Classic Rock

Link da imagem Um tema original dos Rolling Stones editado em 1966. A letra triste e revoltada, o compasso forte, a voz de Mick Jagger e a guitarra de Richards ficam no ouvido de todos e, umavez que se oiça, é impossível esquecer Paint it Black… Agora em análise no Modo Classic Rock  desta semana, com especial atenção para a versão dos The Feelies: para conhecer ou relembrar. Por Maria Coutinho Depois de ser o primeiro nº 1 de tabelas de vendas onde um dos instrumentos de destaque é a cítara (tocada por Brian Jones), o hino de revolta de Jaegger/Richards ganhou uma nova batida indie/punk pela mão dos The Feelies, a banda de New Jersey que deu cartas na cena alternativa de Nova Iorque desde o final dos anos 70 a 1992. A história da banda é tudo, menos linear: teve de várias formações, diferentes editoras, períodos de actividade e repouso, fracos resultados de vendas, mas muita notoriedade na cena musical alternativa americana. Os The Feelies chegaram a ser conhe...