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Destaque

Rolling Stones 


Repletos de um sucesso que dura praticamente à 50 anos, os Rolling Stones continuam, sem dúvida alguma, a influenciar o panorama Rock. Inspirados por grandes referências como Muddy Waters, Little Richard, e Chuck Berry, os Stones com 92 singles, 29 álbuns de estúdio e 10 álbuns ao vivo já venderam mais de 200 milhões de álbuns por todo o mundo.

Por Adriano Marques 

É rapidamente nos anos 60, com uma grande influência dos Blues, que os Rolling Stones deixam a sua marca. Por serem rebeldes, provocativos dentro e fora do palco, o sucesso estava facilmente  garantido, e a prova disso era a constante comparação com os quatro elementos dos Beatles, só que a grande diferença é que Mick Jagger e companhia eram vistos como mais irreverentes. 

Esta magia toda começou quando Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones demonstravam a mesma paixão pela música, em 1961. Depois de alguns ensaios, acabaram por encontrar o homem ideal para baixista,  Charlie Watts. E é a partir de Janeiro de 1963 através de um música de Muddy Waters que se chamava “Rollin Stone”, que a banda começa a descobrir a sua verdadeira essência. Os seus primeiros singles eram apresentados como covers de Chuck Berry “Come On” e de Jonh Lennon e Paul McCarney com “I Wanna Be Your Man”.


Um ano mais tarde, em 1964, os Stones fizeram o seu primeiro tour britânico ao lado dos Ronette. Em Abril, depois da presença anual no festival britânico de Blues, saia assim o primeiro álbum que causava grande impacto por causa de músicas como “Its All Over Now” e “Time is On My Side”. A frequência no top britânico passou a partir deste momento, a ser algo muito habitual.

Dos 29 álbuns lançados durante cinco décadas, existem três álbuns que se destacam completamente; o "Beggars Banquet” de 1968 , o “Let It Bleed” de 1969 e o “Sticky Fingers” de 1971.

O "Beggars Banquet" com o “Sympathy For The Devil”, “No Expectations”, “Stray Cat Blues”, e o “Street Fighting Man” apresentava uma mensagem ao público das atrocidades que iam acontecendo durante a história, e o aviso que Keith realmente queria passar, por exemplo no “Sympathy For The Devil”, é que toda a humanidade seria o diabo. O resto das músicas deste álbum continuavam a mostrar uma atitude de irreverência.


O "Let It Bleed" foi considerado um álbum polémico, porque na altura de produção, o Brian Jones ainda era membro do grupo, mas quando o registo estava acabado, o Brian acabou por falecer. Algum tempo depois, Mick Tylor era visto com um novo Stone. Apesar disto, “Let It Bleed” era um misto de canções que misturavam temas como sexo, drogas, satanismo e política.


"Sticky Fingers"(o álbum com o famoso logotipo da boca) tem uma grande sonoridade com a guitarra. O trabalho instrumental de  Keith Richards e Mick Taylor é realmente maravilhoso. “Wild Horses”, “ Brown Sugar”,“Cant You Hear Me Knocking”,”Bitch” e “Sister Morphine” são mesmo músicas que convém apreciar atentamente. 

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