Avançar para o conteúdo principal

Gouveia Art Rock

Peter Hammill
  
Revivalismo e Vanguarda


Há oito anos Gouveia recebe um festival em que o rock progressivo é o grande protagonista. Um espectáculo para nichos, onde a liberdade artística impera. 

Por Irene Leite


A edição deste ano, a realizar-se entre 30 de Abril e 1 de Maio no Teatro Cine de Gouveia, conta com um eléctico leque de artistas. Alamaailman Vasarat , Aranis ,  BASta! , Caravan, Shirley Hofmann ,  Three Friends ,  Yugen , para além do regresso do líder dos Van der Graaf Generator, Peter Hammill, preenchem o cartaz do Gouveia Art Rock 2011."O líder dos Van der Graaf Generator é um verdadeiro amante de Gouveia. Estreou-se no festival em 2006 e desde então mantém uma excelente relação com o festival, ao ponto de ter vindo com os reunidos Van der Graaf Generator em 2008 e de nem ter hesitado um segundo quando foi convidado a voltar para a edição deste ano", explica Luís Miguel Loureiro, da organização do GAR.

As origens

"O festival surgiu essencialmente da conjugação de dois factos: primeiro, o encontro, facilitado pela internet, dos entusiastas de música progressiva, a partir da segunda metade da década de 90, conta Luís Miguel Loureiro ao Som à Letra . Por outro lado, "a maior facilidade de produzir música a baixos custos permitiu a muitos compositores e músicos independentes a realização de um sonho: explorar mais as possibilidades da música, partir à aventura sem amarras".

"Gouveia Art Rock resulta, ainda hoje, desse cruzamento: entre as referências originais do final dos anos 1960 e os artistas inovadores e vanguardistas que fazem da procura e da aventura sonora o seu campo de criação", conclui Luís Miguel Loureiro.

O evento abraça anualmente entre 450 a 500 pessoas, provenientes de países como o Japão, Chile, Brasil, Israel, EUA, ou Canadá.  "Para não falar de quase todos os países europeus, em especial do público que vem de Espanha que costuma ser cerca de 25% do público total do festival. Este ano, teremos em Gouveia um grupo de pessoas que se desloca de Moscovo", acrescenta .

Um festival para  nichos
"É uma questão de ADN, de identidade"


O Gouveia Art Rock  assume-se como um festival pequeno , pretendendo continuar nesta linha . "É uma questão de ADN, de identidade", explica Luís Miguel Loureiro.

Apesar de 2011 ser um ano complicado,  com cortes orçamentais por parte das câmaras na cultura, o evento mantém-se. " Por uma razão simples: o festival tem tido um retorno total", sendo um importante factor de turismo rural.
    
Abrindo apetites: 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Roquivários no Luso Vintage

Link da imagem O início da década de 80 ficou marcado pelo aparecimento de diversas bandas rock no panorama nacional. A causa foi o estrondoso sucesso do álbum de estreia de Rui Veloso “Ar de Rock” que abriu caminho para novas bandas emergirem. Umas singraram na cena musical, até aos dias de hoje, caso é dos Xutos & Pontapés, UHF ou GNR, enquanto outras ficaram pelo caminho, após algum sucesso inicial. Destas destacam-se os Roquivários que encontraram no tema “Cristina” o seu maior êxito junto do público.    Por Carmen Gonçalves A banda formou-se em 1981 no seguimento do “boom” da cena rock, sob o nome original de “Rock e Varius”. Esta designação pretendia reflectir as influências musicais que passavam por vários estilos, não se cingindo apenas ao rock puro e duro. A música pop, o reggae e o ska eram variantes fáceis de detectar no seu som, e que marcaram o disco de estreia , “Pronto a Curtir”, editado em 1981.   Apesar de a crítica ter sido dura c...

Patrick Wolf em Modo Pop

 Link da imagem O primeiro Modo Pop do mês leva-o a um universo de excentricidades e manias que só um conhecido senhor na onda electrónica podia praticar. Convosco Patrick Wolf.    Por Ana Luísa Silva Menino mauzão, irreverente e deveras surpreendente. É assim que o conhecemos e é assim que ele se deu a conhecer na cena musical. Mas as pessoas vão amadurecendo, mudando e Wolf está a crescer. O adolescente mais colorido da onda indie começou por lançar dois álbuns que de certo modo não passaram de pouco atraentes ( Lycanthropy em 2003 e Wind in the Wires em 2005), juntando delicados toques de piano e cordas à electrónica mais grotesca. Os dois álbuns foram carismáticos e muito “Patrick-Wolf-adolescente”, mas não chegaram para elevar o artista ao estrelato que ele pretendia.  E é com The Magic Position que Wolf consegue sacudir as nuvens negras e manhosas que se instalaram sob a sua carreira com os álbuns anteriores, redefi...

The Feelies em Modo Classic Rock

Link da imagem Um tema original dos Rolling Stones editado em 1966. A letra triste e revoltada, o compasso forte, a voz de Mick Jagger e a guitarra de Richards ficam no ouvido de todos e, umavez que se oiça, é impossível esquecer Paint it Black… Agora em análise no Modo Classic Rock  desta semana, com especial atenção para a versão dos The Feelies: para conhecer ou relembrar. Por Maria Coutinho Depois de ser o primeiro nº 1 de tabelas de vendas onde um dos instrumentos de destaque é a cítara (tocada por Brian Jones), o hino de revolta de Jaegger/Richards ganhou uma nova batida indie/punk pela mão dos The Feelies, a banda de New Jersey que deu cartas na cena alternativa de Nova Iorque desde o final dos anos 70 a 1992. A história da banda é tudo, menos linear: teve de várias formações, diferentes editoras, períodos de actividade e repouso, fracos resultados de vendas, mas muita notoriedade na cena musical alternativa americana. Os The Feelies chegaram a ser conhe...