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Mensagens

Kafka em Dá que pensar

 Link da imagem Um homem é dotado de livre arbítrio e de três maneiras: em primeiro lugar, era livre quando quis esta vida; agora não pode evidentemente rescindi-la, pois ele não é o que a queria outrora, excepto na medida em que completa a sua vontade de outrora, vivendo. Em segundo lugar, é livre pelo facto de poder escolher o caminho desta vida e a maneira de o percorrer.  Em terceiro lugar, é livre pelo facto de na qualidade daquele que vier a ser de novo um dia, ter a vontade de se deixar ir custe o que custar através da vida e de chegar assim a ele próprio e isso por um caminho que pode sem dúvida escolher, mas que, em todo o caso, forma um labirinto tão complicado que toca nos menores recantos desta vida.  São esses os tês aspectos do livre arbítrio que, por se oferecerem todos ao mesmo tempo formam apenas um e de tal modo que não há lugar para um arbítrio, quer seja livre ou servo. Franz Kafka, in "Meditações"

Paulo Praça no Inovaluso

 Link da imagem No Inovaluso desta semana o convidado é  Paulo Praça, à boleia do tema“Amor Alheio”. Trata-se do  primeiro single  do segundo álbum do cantor, Dobro dos Sentidos.  Por Júlia Rocha  O álbum é produzido pelos Bitch Boys (Paulo e Simão Praça). Valter Hugo Mãe escreveu algumas letras para Paulo Praça que compõe todas as músicas do seu álbum. O letrista já tinha colaborado com Praça no álbum anterior, Disco de Cabeceira. O som é descrito como um pop/rock alternativo, algo que se verifica na música Amor Alheio. Para quem não sabe , o cantor é nortenho, de Vila do Conde . A letra fala-nos de amor e o que é amar. Se vale a pena, se lutar por amor e por amar interessa. Mesmo com “monstros” a pairar ao lado., o cantor diz-nos “apareci num amor alheio” e que “amar é coisa de morrer”. Ele “não quer freio”, por que não desiste. Não é assim que o amor é? Nesta música encontramos um sentimento a ser descrito.  O que é melhor que a mú...

Arthur Schopenhauer Dá que pensar...

 Link da imagem Já reconhecemos em geral que aquilo que somos contribui muito mais para a felicidade do que aquilo que temos ou representamos . Importa saber o que alguém é e, por conseguinte, o que tem em si mesmo, pois a sua individualidade acompanha-o sempre e por toda a parte, e tinge cada uma das suas vivências. Em todas as coisas e ocasiões, o indivíduo frui, em primeiro lugar, apenas a si mesmo. Isso já vale para os deleites físicos e muito mais para os intelectuais. Por isso, a expressão inglesa to enjoy one's self é bastante acertada; com ela, dizemos, por exemplo, he enjoys himself at Paris , portanto, não «ele frui Paris», mas «ele frui a si em Paris». Entretanto, se a individualidade é de má qualidade, então todos os deleites são como vinhos deliciosos numa boca impregnada de fel.  Assim, tanto no bem quanto no mal, tirante os casos graves de infelicidade, importa menos saber o que ocorre e sucede a alguém na vida, do que a maneira como ele o se...

Espaço The Indies

Amor Fúria e Flor Caveira - casas do novo rock português, concerteza Os Golpes Uma das bandas apadrinhadas pela editora Amor Fúria Link da imagem Amor Fúria e Flor Caveira são duas editoras independentes que se têm afirmado como o mais recente fenómeno do novo rock português. Criaram nos últimos anos uma identidade muito própria quer musical quer estética, constituindo uma espécie de irmandade, longe do êxito fácil e do sucesso comercial imediato e por isso desconhecidas do grande público ainda. No entanto, alguns dos seus músicos já ultrapassaram o limiar do que se pode considerar alternativo. Por Bruno Vieira Se olharmos para a história do pop/rock nacional e não só, nem sequer trata-se de um fenómeno novo, podendo mesmo ser considerada como uma espécie de Fundação Atlântica ou Factory dos nossos tempos, e ainda bem porque é na base de projectos desta natureza que se criam, num mercado pequeno como o nosso, massa crítica e sinergias, reinventando/explorando novas lin...

Yeah, yeah, yeahs na Dança do Som

 Link da imagem Nem sempre quantidade é sinónimo de qualidade. Nem sempre de muitos se faz muito.  Quem o prova e comprova são os excêntricos e únicos: Yeah Yeah Yeahs, de visita na Dança do Som desta semana. Por Ana Luisa Silva Chegaram até nós como sendo um trio especial e original. Dois rapazes com uma rapariga a liderar não é coisa normal, mas que depressa se entranhou nas nossas vidas. Os YYY são uma banda de indie rock americana,  formada no início da década dos "00". Karen O (vocalista) e Brian Chase (baterista) conheceram-se nos inícios da década de 90 ainda não passavam de uns pimpolhos estudantes universitários , tão comuns como a maior parte dos que se cruzam connosco na rua. Formaram os “Unitard” mas não durou muito. Pelo menos até se terem deparado com a cena “avant-punk” que emanava a cada dia. Posto isto Chase decide que o ideal seria criarem uma banda trash punk em memória aos colegas de O. A banda escreveu algumas letras e depressa conseguiu fazer...

Máquina do Tempo

Banda sonora do Filme "O Corvo " Link da imagem Burn - The Cure Golgotha Tenement Blues - Machines Of Loving Grace Big Empty - Stone Temple Pilots Color Me Once - Violent Femmes Dead Souls - Nine Inch Nails Darkness - Rage Against The Machine Snakedriver - The Jesus and Mary Chain Time Baby Iii - Medicine After The Flesh - My Life With The Thrill Kill Kult Milktoast - Helmet Ghostrider - Rollins Band Slip Slide Melting - For Love Not Lisa The Badge - Pantera It Can't Rain All The Time - Jane Siberry

Corvo na Máquina do Tempo

Link da imagem Um filme de grande sucesso comercial e crítico aquando o seu lançamento. Uma obra que marcou o fim da carreira do actor Brandon Lee e ao mesmo tempo lançou a carreira do realizador sci-fi Alex Proyas. Polémico, mas surpreendente , o Corvo viaja à boleia da Máquina do Tempo desta semana. Por Miguel Ribeiro Baseado numa novela gráfica do mesmo nome escrita por James O’Barr, a estória de O Corvo tem um ínicio algo mórbido. A estória foi escrita após a namorada do autor ter sido morta ao ser atropelada por um condutor embriagado, o que nos remete à ideia de que a própria estória foi escrita para lidar com a morte da mesma.  Além disso, existem algumas diferenças entre o filme e a estória original, pois na novela gráfica a personagem principal, Eric, e a namorada Shelly são brutalmente atacados na rua por um gangue, enquanto tentavam pegar o carro. Na estória original é Eric que é levado para o hospital ainda vivo e subentende-se (ou não) que toda a estória d...