Avançar para o conteúdo principal

Espaço "Cine à Letra"


O Cinema de entretenimento está  à carga outra vez. Em Abril assistiu-se a uma imensidão de filmes de acção e sci-fi provindos do estrangeiro e aquilo que se vê é que este registo é para continuar agora no próximo mês à medida que nos aproximamos do verão. Mas também o Cinema falado em português está em destaque, com algumas obras e festivais  em exibição.
Por Miguel Ribeiro 

Desde que 2011 começou, assistimos ao aparecimento de obras muito interessantes, como O Mágico, obra dos mesmos autores de Belleville-Rendez Vous , que teve nomeação para óscar de melhor animação e que merece ser visto, quer nas salas de cinema, quer em casa.
Outros filmes que quero apontar são Poesia, do aclamado realizador Lee Chang-Dong (que ganhou o prémio de melhor argumento em Cannes), Jane Eyre , um drama com a actriz Mia Wasikowska, que se estreou em Alice no País das Maravilhas de Tim Burton e num registo completamente diferente, o filme tailandês O Tio Boonmee que ganhou o Palma de Ouro em Cannes. Três filmes que ainda estão em alguns cinemas do País e que valem a pena serem vistos.

Mas a lista não termina por aqui. Obras de animação como Rio dos autores de Idade do Gelo, que conta com as vozes de actores muito conhecidos como Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Jamie Fox e Rodrigo Santoro e também Thor,  com o conhecido actor/realizador Kenneth Branagh e que conta com Anthony Hopkins, Natalie Portman e Chris Hemsworth no papel do super-herói da Marvel, um filme que promete satisfazer os fãs deste tipo de cinema de entretenimento , em que os efeitos especiais e acção merecem serem experienciados numa sala de cinema.

Acabadinho de estrear temos também o filme Sem Limites, que conta com os talentos de Bradley Cooper e Robert De Niro, uma estória que conta como um escritor falhado experimenta uma nova droga que lhe enaltece física e intelectualmente as suas capacidades, mas que como tudo, tem sempre um lado negro, um bom thriller para ver e que tem um twist interessante.



Não esquecer Potiche, um filme francês que conta com os excelentes Catherine Denéuve e Gérard Depardieu, Gritos 4, a continuação da saga de terror de Wes Craven, e o filme de Michaelangelo Frammartino As Quatro Voltas, película que o New York Times descreveu como uma obra que reinventa o acto de percepção tão próprio do cinema e que lida também com temas espirituais e relacionados com o existencialismo , assim como a nossa relação com a natureza (e que também vai um pouco ao encontro do tema do filme tailandês O Tio Boonmee).

Em exibição em Portugal e em português temos uma das melhores obras a aparecer neste ano de 2011 que é Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro de José Pandilha e com Wagner Moura que reinterpreta o papel do anti-herói Capitão Nascimento e que nesta segunda película se encontra ainda melhor e a explorar um tema que interessa a todos: a corrupção política e policial; ainda vindo do Brasil temos o documentário O Lixo Estraordinário, onde os realizadores seguiram um fotógrafo que se interessa por pessoas que utilizam materiais do quotidiano e criam e constroem algo com os mesmos. 

De autores portugueses temos O Estranho Caso de Angélica de Manoel de Oliveira, aclamado em festivais como o de Cannes e o de Toronto e que conta a estória de um fotógrafo que no momento em que fotografa Angélica, no seu leito de morte, através da lente e da máquina, observa-a viva, iniciando uma obsessão pela mesma e por quem ela era (ou é); ainda de autores portugueses de mencionar 48, um documentário português de Susana Dias, sobre pessoas que foram interrogadas pela PIDE, com a particularidade de ter sido feito só com fotografias mas que por isso mesmo, a nível de montagem tem um registo único e ao mesmo tempo, poderoso tendo em conta o tema.



Para terminar, de referir a organização do festival de cinema Take-Two, um Festival de Curtas-Metragens na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto a realizar-se nos dias 11 e 12 de Maio, onde se poderá ver os trabalhos de jovens realizadores portugueses, onde o vencedor ganhará uma câmara Reflex Digital Canon EOS 500D.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Roquivários no Luso Vintage

Link da imagem O início da década de 80 ficou marcado pelo aparecimento de diversas bandas rock no panorama nacional. A causa foi o estrondoso sucesso do álbum de estreia de Rui Veloso “Ar de Rock” que abriu caminho para novas bandas emergirem. Umas singraram na cena musical, até aos dias de hoje, caso é dos Xutos & Pontapés, UHF ou GNR, enquanto outras ficaram pelo caminho, após algum sucesso inicial. Destas destacam-se os Roquivários que encontraram no tema “Cristina” o seu maior êxito junto do público.    Por Carmen Gonçalves A banda formou-se em 1981 no seguimento do “boom” da cena rock, sob o nome original de “Rock e Varius”. Esta designação pretendia reflectir as influências musicais que passavam por vários estilos, não se cingindo apenas ao rock puro e duro. A música pop, o reggae e o ska eram variantes fáceis de detectar no seu som, e que marcaram o disco de estreia , “Pronto a Curtir”, editado em 1981.   Apesar de a crítica ter sido dura c...

Patrick Wolf em Modo Pop

 Link da imagem O primeiro Modo Pop do mês leva-o a um universo de excentricidades e manias que só um conhecido senhor na onda electrónica podia praticar. Convosco Patrick Wolf.    Por Ana Luísa Silva Menino mauzão, irreverente e deveras surpreendente. É assim que o conhecemos e é assim que ele se deu a conhecer na cena musical. Mas as pessoas vão amadurecendo, mudando e Wolf está a crescer. O adolescente mais colorido da onda indie começou por lançar dois álbuns que de certo modo não passaram de pouco atraentes ( Lycanthropy em 2003 e Wind in the Wires em 2005), juntando delicados toques de piano e cordas à electrónica mais grotesca. Os dois álbuns foram carismáticos e muito “Patrick-Wolf-adolescente”, mas não chegaram para elevar o artista ao estrelato que ele pretendia.  E é com The Magic Position que Wolf consegue sacudir as nuvens negras e manhosas que se instalaram sob a sua carreira com os álbuns anteriores, redefi...

The Feelies em Modo Classic Rock

Link da imagem Um tema original dos Rolling Stones editado em 1966. A letra triste e revoltada, o compasso forte, a voz de Mick Jagger e a guitarra de Richards ficam no ouvido de todos e, umavez que se oiça, é impossível esquecer Paint it Black… Agora em análise no Modo Classic Rock  desta semana, com especial atenção para a versão dos The Feelies: para conhecer ou relembrar. Por Maria Coutinho Depois de ser o primeiro nº 1 de tabelas de vendas onde um dos instrumentos de destaque é a cítara (tocada por Brian Jones), o hino de revolta de Jaegger/Richards ganhou uma nova batida indie/punk pela mão dos The Feelies, a banda de New Jersey que deu cartas na cena alternativa de Nova Iorque desde o final dos anos 70 a 1992. A história da banda é tudo, menos linear: teve de várias formações, diferentes editoras, períodos de actividade e repouso, fracos resultados de vendas, mas muita notoriedade na cena musical alternativa americana. Os The Feelies chegaram a ser conhe...